Eu não queria desistir de nós, mas estava presa a uma relação que já só existia na minha cabeça e a um homem que não sei se alguma vez existiu. Eu não queria desistir de nós, mas não desistir de nós implicava desistir de mim. E desistir de mim era algo que não podia fazer por ti. Não por seres tu, não por não seres a pessoa que eu gostava que fosses, não por não seres a pessoa que só existia na minha cabeça. Desistir de mim é algo que não podia fazer por ti nem por ninguém.
Eu não queria desistir de nós, mas os meus olhos não brilhavam da mesma maneira quando recebia uma mensagem tua, o meu estômago não ganhava borboletas quando dizias aquelas coisas que me enchiam o coração. Porque a realidade é que já não me enchias o coração, a realidade é que acordava todos os dias com uma mensagem tua e não sorria, porque a realidade é que todos os dias me deitava a pensar qual seria o motivo da discussão do dia seguinte.
Por isso é que eu tive de desistir de nós, apesar de não querer. Porque a nossa relação deixou de ser saudável no dia em que com as nossas cabeças quentes dissemos um ao outro coisas que jamais vamos conseguir esquecer. Perdoámos mas não conseguimos esquecer porque sempre que pensamos em dar uma nova oportunidade é aquele momento em que ultrapassámos os nossos limites que nos vem à cabeça.
Eu não queria desistir de nós mas isto não foi uma acto de covardia da minha parte, foi um momento de coragem como nunca pensei ter, foi um momento de me pôr a mim à frente do nosso nós que já tinha deixado de existir.
Eu não queria desistir de nós mas, acima de tudo, preciso de lutar por mim, por encontrar de novo o meu caminho, por encontrar de novo a minha essência!
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