terça-feira, 20 de agosto de 2019

Afinal para viver feliz é preciso tão pouco!

Para vivermos felizes parece que é preciso tanto…
Parece que é preciso fazer muitas coisas…
Ter muitas coisas…
Afinal, para viver feliz é preciso tão pouco!

Às vezes, tantas vezes, ando angustiada, fisicamente triste, psicologicamente depressiva! Eu sou depressiva! Lido mal com os meus erros, as minhas falhas, as minhas incorrecções!
Lido muito mal! Penitencio-me! Avalio-me para perceber onde errei e porque errei! Luto comigo própria para perceber-me e para corrigir-me! Isto é uma tortura! Mói-me a cabeça, doí-me o coração, cansa-me o físico!
Quando concluo que não estive errada, que não cometi erros e que não fui injusta, ganho uma nova vida… Mesmo que julgada, mesmo que acusada, mesmo que injustamente avaliada!

Lido mal com injustiças! Tento ser sempre justa. Tento colocar-me no lugar do outro, tento imaginar-me a reagir estando na posição contrária, tento ouvir e entender as partes, e gosto que me oiçam e me entendam ou tentem entender! Quando estou errada aprecio quem mo diz frontalmente e quem me chama a atenção dos erros. Assumo-os! Como assumo todas as minhas responsabilidades! Tudo o que digo ou que faço! Assumo sempre! Nunca me escondo atrás de nada! Nunca me calo se entendo ter razão! Nunca me vendo, por nada! Sou honesta. Gosto de ser. Faço questão em sê-lo. Considero-me justa. E considero-me lutadora de causas e princípios. Ainda que, admito, por vezes erre nas abordagens. Mas, faço-as! Contra os silêncios, as intrigas e as hipocrisias. Dou-me terrivelmente mal com elas!
Ainda que com isso tenha mais prejuízos do que proveitos. É o custo da opinião, das ideias e da frontalidade!
Fazendo o balanço, mesmo lamentando esses custos, a minha consciência deixa-me bem…

Afinal para viver feliz é preciso tão pouco!
É preciso sermos nós próprios, assumirmos-nos como somos e responsabilizarmos-nos pelo que somos…

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