É uma das lições mais difíceis que todos nós somos convidados a aprender, durante o tempo de passagem por este mundo. Uma aprendizagem que cada um terá de fazer por si mesmo. A vida se encarrega de ir mostrando como.
É sempre um abanão no nosso sentido de identidade. Por vezes, uma cambalhota que nos vira de tal maneira a cabeça para baixo que só lentamente a conseguimos voltar a pôr no lugar. Mas, da forma como lidamos com a mudança depende, em grande parte, o nosso equilíbrio.
Encaradas positivamente, as mudanças serão por nós vividas com uma espécie de ciclos - que, mesmos quando dolorosas ou cansativas, sempre nos levarão a crescer. De contrário, podemos senti-las como períodos de vazio, angústia, deserto, crise - tanto mais difíceis de ultrapassar quando mais imprevisíveis forem e mais desprevenidos nos apanharem.
E tendemos a encará -los de forma tanto mais positiva quanto menos nos alimentamos de uma natural saudade e mais atendermos ao que no presente nos é dado, por pouco que seja relativamente ao que desejaríamos.
Cada ciclo - mesmo os que são fruto de opção nossa ou dum desejo há muito perseguido, faz-nos sentir sós face a um mundo hostil sem grande confiança em nós próprios e, ao mesmo tempo, leva-nos a uma reavaliação da nossa vida, do que temos e o que realmente somos.
Abílio de Sousa.
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